domingo, 22 de novembro de 2009

Fauna & Flora










Visita do Presidente João Figueredo á Jaicós em 1977

PRESIDENTE JOÃO FIGUEREDO NO AÇUDE TIRIRICA. 1979

PRESIDENTE DA REPÚBLICA JOÃO FIGUEREDO EM VISITA AO AÇUDE TIRIRICA EM 1979.

AUTORIDADES EM INAUGURAÇÃO DE UMA BARRAGEM, NO INTEIROR DE JAICÓS. PRESENTE PREFEITO ZÉ NICOLAU, EX DEPUTADO ALBERTO LUZ E O CORONEL SURUAGIR.EM 1977.


Visita: do Presidente João Figueredo ( Na Foto Tomando Café)

sábado, 14 de novembro de 2009

O BICENTENÁRIO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS DE JAICÓS – PIAUÍ (1.805 – 2.005)




I – OS ALDEAMENTOS


É provável, mas nenhum documento se tem, que os pioneiros da doutrinação cristã dos índios do Piauí, tenham sido os piedosos franceses, junto aos Tremembés, em meados do século XVI.
Em 1.711, em uma propriedade da família Rocha Pita, na ribeira do Canindé, os fazendeiros mataram barbaramente quatro Jaicós, rebelando vivamente aqueles gentios que desesperados, não mais deixaram em paz fazendas e fazendeiros, causando-lhes imensos prejuízos.
Informado da presença do Coronel Antônio Borges Leal Marim, rico pernambucano (de origem portuguesa) com muitas terras no Piauí, que fixara residência na fazenda Bocaina, no ano de 1.712, Bernardo de Carvalho e Aguiar, Mestre de Campo, lhe escreveu em 13 de junho de 1.714, pedindo-lhe que o ajudasse a não só aldear os índios já dispersos, mas ainda que aceitasse o arraial em suas terras.
Após uma dificílima marcha de seis meses, se conseguiu que voltassem ao Piauí pouco mais de uma centena de Jaicós que foram aldeados nas melhores terras do Cel. Marim, no lugar onde hoje está a cidade de Jaicós.Tomaram parte nesta empresa além dos militares a serviço do Mestre de Campo e dos homens que acompanharam Marim, o Capitão Mor Gonçalo Carvalho da Cunha e Antônio Carvalho da Cunha, do Parnaguá; Manuel Gomes e o Sargento Mor Francisco Xavier de Brito; do Gurguéia.
A primeira capela de Nossa Senhora das Mercês de Jaicós, foi concluída em 05 de março de 1.723, que passou a ser visitada regularmente pelo seu pároco.
Com o afastamento de Bernardo de Carvalho da direção militar daquela porção da Capitania, a aldeia e Missão entraram em decadência. .
Em 1.731 se fez novo aldeamento.E, em 1.741 a Missão tinha como capelão o padre Francisco Ribeiro da Fonseca. Na sua provisão constava também a autorização para benzer a igreja da Missão.
Em portaria de 03 de novembro de 1.760, foi nomeado Principal da aldeia o índio Valentim de Sousa Pinto
Em 1.762 a aldeia já era habitada por uma população de 354 índios domésticos, contando-se 28 moradias no povoado.
Não se sabe ainda por quanto tempo o padre Francisco Ribeiro dirigiu a Missão; sabe-se que ao chegar ao Piauí seu primeiro Governador, encontrou na direção religiosa dos índios o frei Manuel de Santa Catarina, do convento de São Francisco do Maranhão.
O governador Pereira Caldas, desde que assumiu o comando administrativo do Piauí, em 1.758, muito se interessou pela missão e a respeito dela escreveu ao Rei: ” Deixei, porém, de também erigir vila uma aldeia de índios, que se conserva nesta Capitania por se ter reduzido aos termos de se achar quase deserta, posto que presentemente se vai tornando a melhor do Estado, com as reconduções que tenho mandado fazer dos seus moradores. ”
Os dirigentes solicitaram do bispo novo capelão. Foi capelão neste período o frei Francisco Tavares, da Ordem Mercedária, em cuja ocupação serviu alguns anos, sendo substituído pelo padre Inácio Rodrigues Ferreira, nomeado em 23 de agosto de 1.769.
Em 1.767 o governador da Província, João Pereira Caldas ordenou a criação em Jaicós de duas escolas, uma para os índios e outra para as índias
Em 08 de dezembro de 1.767 nasce Manuel de Sousa Martins, na fazenda Serra Vermelha, pertencente ao município de Oeiras, depois ao de Jaicós e posteriormente a Paulistana. Exerceu o cargo de Tesoureiro Geral da Junta da Fazenda da Capitania do Piauí. Na carreira militar, iniciou como soldado raso, foi nomeado alferes e conquistou os mais elevados postos, sendo promovido a Brigadeiro.Ocupou o Comando das Armas na Capitania de 26 de outubro de 1.821 a 07 de abril de 1.822.Foi agraciado com o Hábito da Ordem de Cristo, Comendador, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Barão e Visconde da Parnaíba. Fez parte como Vice-Presidente da Junta do Governo Provisório empossado a 26 de outubro de 1.821.Foi o proclamador da independência no Piauí a 24 de janeiro de 1.823 e um dos componentes do Governo Provisório eleito na mesma data. Eleito Presidente Temporário da Província permanecendo em tal situação até 01 / 05 /1.825. Continuou à frente da administração até 30 de dezembro de 1.843.
Em 19 de maio de 1.772 foi nomeado capelão dos Jaicós o Frei João da Silva Pinheiro, religioso carmelita que pouco se demorou ali. Em 1.778 o padre Manuel Nunes Teixeira passou a dirigir a Missão até 1.791, sendo substituído em 1.792 pelo padre José Bernardo.
Por estes anos já não era apropriado o termo Missão para a comunidade de Jaicós. Ali praticamente já não mais havia índio. Os habitantes insistiam freqüentemente para que se criasse a Freguesia, pois o lugar estava bastante desenvolvido.
Alguns anos depois, quando o Governador Pereira Caldas confiou a administração civil da aldeia ao capitão Manuel Álvares de Araújo, este entre as instruções recebidas, constava à recomendação de concluir a igreja. Já em agosto de 1.800 veio ordem de São Luís para que o vigário forâneo fosse ao Cajueiro marcar o sítio em que devia erigir a capela da Missão.
D’Alencastre, ao descrever sobre a Freguesia de Jaicós disse: “A sua matriz é uma das melhores da Província. Teve começo sua edificação em 1.833 e foi concluída em 1839”. (Para os jaicoenses, a sua conclusão se deu em 1.837).


II – A FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS
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Em 1.801 a coroa portuguesa autorizou a criação da Freguesia de Jaicós. Dada a vacância da sede episcopal maranhense, o decreto religioso foi lavrado apenas em 12 de julho de 1.805, mas a Freguesia foi instalada em 1.806 e seu primeiro pároco foi o padre Antônio Delfino da Cunha. Neste período, o Estado do Piauí já contava com as seguintes Freguesias: Sob a dependência da Sé Pernambucana - Freguesia da Mocha de Oeiras (11/02/1697); Freguesia do Surubim de Campo Maior (1.711); Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Piracuruca (1.723). Sob o comando da Sé do Maranhão - Freguesia de Nossa Senhora do Livramento de Parnaguá (27/11/1731); Freguesias de Aroazes (1.740) e Valença (12/08/1741); Freguesia de Santo Antônio do Gurguéia em Jerumenha (1.740); Freguesia de Nossa Senhora do Desterro do Poti de Castelo do Piauí (27/11/1742).
Em 1.805, nasce em Jaicós Francisco de Sousa Martins, advogado que foi Deputado Provincial pelo Estado do Piauí e governador das Províncias do Ceará e da Bahia.
Em 1.808 nasce em Jaicós Marcos Antônio de Macedo, que foi governador da Província do Piauí, viveu em Paris, colaborou na edição da enciclopédia Delta Larousse e veio a falecer na Alemanha.
Em 1.819 a aldeia de Jaicós já havia perdido o seu característico de antigo núcleo indígena, pela população de costas variada que continha, mas era governada por um diretor: Alexandre Bartolomeu de Carvalho.
Em 1.820 regressa a Jaicós, o Padre Marcos de Araújo Costa para dar início à sua brilhante carreira de político, educador e religioso.
Em 1.825 ainda restavam alguns vestígios da velha aldeia os quais foram pouco a pouco desaparecendo.
Neste mesmo ano de 1.825, a 16 de agosto, deu-se à instalação do Conselho de Governo na Província de São José do Piauí que funcionou até 1.835. Marcos de Araújo Costa foi o Vice – Presidente.
A prosperidade atingida pela Freguesia em 1.830 era tanta que uma das três únicas escolas existentes no futuro Estado, localizava-se em seu território.

III – A VILA DE JAICÓS

O Decreto de 06 de julho de 1.832 elevou a Freguesia de Jaicós à categoria de Vila, e criando conseqüentemente o município com território desmembrado de Oeiras. A instalação se verificou em 21 de fevereiro de 1.834.

O PADRE MARCOS

Com a criação da Assembléia Provincial, o Padre Marcos de Araújo Costa e Arnaldo José de Carvalho se elegeram para o biênio 1.835 – 1.837.
Através do Projeto nº 16 de 21 / 05 / 1.835, são incorporadas ao patrimônio da vila de Jaicós as terras pertencentes aos índios de mesmo nome.
Em 1.837 o padre Marcos de Araújo Costa inaugura a igreja matriz de Nossa Senhora das Mercês da vila de Jaicós, no estilo barroco - rococó com uma torre, tendo no cimo um galo dos ventos (segundo a maioria dos historiadores, a relação galo – igreja tem origem nos muitos acontecimentos importantes que deram embasamento à fé cristã terem acontecido na calada da noite. O próprio nascimento e a ressurreição se deram em plena madrugada, antes que o sol nascesse e é justamente nesse período que o galo anuncia o fim das trevas e o surgimento de um novo dia). Obra avaliada em mais de 10:000 $ 000. Construiu ainda o padre, uma casa por 6:000 $ 000 que vendeu ao governo para servir de casa de câmara, fórum, cadeia e quartel do destacamento policial.
A vila de Jaicós foi representada na Assembléia Provincial nos biênios 1.838 – 1.839 e 1.840 – 1.841 pelo capitão Arnaldo José de Carvalho.
Em 18 / 08 / 1.845 pelo Projeto nº 03 fica proibido o corte de carnaúbas no terreno pertencente à Câmara Municipal de Jaicós.
A vila de Jaicós elege para a Assembléia Provincial o padre Claro Mendes de Carvalho, no biênio 1.850 – 1.851, o mesmo seria reeleito nos biênios: 1.856 – 1.857; 1.868 – 1.869; 1.882 – 1.883; 1.884 – 1.885.
A Assembléia Provincial aprova lei proibindo o sepultamento nas igrejas a partir de 01 de junho de 1.850.
Em 09 de agosto de 1.850, pela RP 257, foi criado o município de São Raimundo Nonato, desmembrado dos municípios de Jaicós e Jerumenha, instalado a 04 de março de 1.851.
Em 04 de novembro de 1.850, falece o padre Marcos de Araújo Costa, aos 72 anos de idade.

Pela Lei Provincial nº 371 de 17 de agosto de 1.854 deu-se à criação da Comarca de Jaicós que em 1.859, foi acrescida com a anexação do termo de Picos, antes pertencente à Comarca de Oeiras.

O CÔNEGO CLARO

Em 1.857, Dom Manuel Joaquim da Silveira, Bispo do Maranhão, achou por bem, dadas as grandes distâncias e dificuldades, conceder a Vara da comarca de Jaicós ao cônego Claro Mendes de Carvalho sendo o mesmo visitador das Freguesias de Príncipe Imperial, Valença e Marvão.De acordo com o tombo da igreja, em 1.888, o cônego Claro ainda era vigário da paróquia.
Em 09 / 06 / 1.857 o deputado Ernesto José Batista apresentou um projeto autorizando a construção de cemitérios em todas as freguesias.
Pelas Leis Provinciais de nº 463 e 497 de 1.859, autorizou o presidente da Província a mandar levantar um mausoléu na igreja matriz para serem depositados os restos mortais do Padre Marcos de Araújo Costa
No biênio 1.862 – 1.863 a vila de Jaicós tem como representante na Assembléia Provincial o Tenente Coronel Raimundo José de Carvalho e Sousa.
Em 1.865, Antônia Alves Feitosa, Jovita, como era chamada em casa, com disfarce de homem, se alista no exército para lutar na guerra do Paraguai. Seu disfarce foi descoberto, mesmo assim, foi incorporada aos voluntários, como primeiro sargento. Jovita tornou-se um importante instrumento de propaganda do governo, incentivando alistar e lutar pela Pátria.Nesse tempo, os voluntários eram pegos a laço e levados amarrados para a guerra. Jovita Feitosa nasceu no dia 08 de março de 1.848 no pequeno povoado de Brejo Seco, município de Tauá, em pleno sertão dos Inhamuns. Filha de Maximiano Bispo de Oliveira e de Maria Alves Feitosa. Ao perder a mãe, o pai resolve mandá-la para morar em Jaicós no Piauí.Foi em Jaicós que Jovita deu início aos estudos elementares e aprendeu música com o seu tio Rogério.

Entre os anos de 1.870 e 1.872, o Frei José Antônio Maria Ibiapina Pereira, ou simplesmente Frei Ibiapina, vagava pelo sertão do Piauí criando as irmandades dos beatos e das beatas, através das Santas Missões e pregando o catolicismo de fé, trabalho e caridade.Informações oficiosas nos dão conta de que o Coronel Arnaldo Mendes de Carvalho o teria expulsado de Jaicós, o que teria levado o santo peregrino do Nordeste a bater o pó das sandálias na saída da cidade e amaldiçoar a descendência de Arnaldo até a quinta geração.

Dom Antônio Cândido de Alvarenga, bispo do Maranhão, a pedido do coronel Raimundo José de Carvalho e Sousa, autoriza a construção de um cemitério e uma capela distante três léguas da matriz, na localidade Vargem Grande, no ano de 1.881.


A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

Em 23 de junho de 1.884, instala-se na vila de Jaicós uma Sociedade Abolicionista sob o título de “Libertadora Jaicoense”. Em 13 de julho deste ano foi declarada livre a vila de Jaicós com a entrega de 33 Cartas de Liberdade.
Em 20 de julho de 1.885, pela RP 1.137, foi criado o município de Paulistana, instalado no dia 25 de dezembro de 1.885. Suprimida pelo Decreto - Lei 1.279 em 26 de junho de 1.931.Restaurada pelo Decreto-Lei 1.478 de 04 de setembro de 1.933.
Para o biênio 1.888 – 1.889 é eleito deputado Aristides Mendes de Carvalho.

Em 04 / 08 / 1.888, Dom Antônio, bispo diocesano do Maranhão faz reclamação ao cônego Claro Mendes de Carvalho da falta de registros dos atos superiores e documentos. Daquela data em diante foi autorizado à escrituração de documentos relativos à Paróquia.
Em 09 de outubro de 1.888 pela RP 1.193, foi criado o município de Pio IX, instalado a 08 de agosto de 1.889. Suprimida pelo Decreto–Lei 1.279 de 26 de junho de 1.931. Restaurada pelo Decreto pela Lei 1.575 de 17 de agosto de 1.934.

IV – A CIDADE DE JAICÓS

Em 1.889 em cumprimento ao Decreto Estadual nº 03 de 30 de dezembro desse ano concederam-se foro de cidade à sede municipal.
A cidade de Jaicós elege para deputado para o quadriênio 1.900 – 1.904 o senhor Constâncio de Carvalho e Sousa. O mesmo seria reeleito sucessivamente até o ano de 1.916 e após quatro anos de afastamento da Assembléia, foi eleito novamente em 1.920, sendo reeleito sucessivamente até o ano de 1930.
De acordo com o Tombo da igreja datado de 15 de setembro de 1.907, o vigário que aqui se encontrava era ausente da matriz e demais Paróquias.

O PADRE MARCOS FRANCISCO

Em 1.909 era vigário o padre Marcos Francisco de Carvalho. No dia 02 de agosto de 1.909, falece em Jaicós o padre Francisco Alves Teixeira Lima, às três horas da tarde, aos 62 anos de idade.

O PADRE MIGUEL

Aos 17 de agosto de 1.909, chega a Jaicós, às 05 horas da tarde o padre Miguel dos Reis Mello, saudado pelo cidadão Aristides Antão de Carvalho.
De acordo com uma Circular de 31 / 07 / 1.911 o Bispo manifesta preocupação com o crescimento do Protestantismo no Piauí.
Pela Terceira Resolução de 11 / 04 / 1.912, “fica proibido batizar meninos com o nome de Jesus e muito mais com o de Jesus Cristo”
De 1.914 a 1.918 acontece a Primeira Guerra Mundial na Europa, que muito flagelo trouxe para todos.
Em 1.914 / 1.915 foram iniciadas reformas, na igreja matriz, pelo então vigário Cônego Miguel dos Reis Mello, constando da edificação de uma segunda torre e corredores (lado esquerdo, ampliando consideravelmente as instalações e contribuindo para melhorar a estética até hoje mantida).
Joseph Zimmermann é nomeado coadjutor de Miguel a 14 / 02 / 1.915.
Na construção da segunda torre da igreja matriz, trabalhou como mestre de obra o senhor José Francisco Ribeiro (Mestre José).
Aos 09 de julho de 1.926, a Coluna Prestes (Os Revoltosos) passa por Jaicós, pela manhã.A provisão do Padre Miguel foi extraviada dos correios pela Revolução.
O padre Miguel sofre perseguição política e é afastado da Paróquia.

O PADRE JOÃO PEDRO

A partir de 18 / 03 / 1.928 passou a responder pela Paróquia de Nossa Senhora das Mercês, o padre João Pedro de Sousa Velloso.

O PADRE LUÍS GONZAGA

Com provisão de 11 / 12 / 1.928, a 01 de janeiro de 1.929, tendo como testemunhas Alberto Urias Novais, Fructuozo Jusselino da Silveira e Jayme Borges Leal, assume a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês o padre Luís Gonzaga. De acordo com o padre da época, na Igreja Matriz havia um relógio de parede ( 06 / 01 / 1.929 ).

O PADRE HELVÍDIO

A partir de 15 / 09 / 1.931 passa a responder pela matriz o padre doutor Helvídio Martins Maia.

O MONSENHOR JOÃO HIPÓLITO

Em 22 / 02 / 1.932, toma posse o monsenhor João Hipólito de Sousa Ferreira.

O PADRE JOSÉ ZIMMERMANN

Com provisão de 13 / 10 / 1.933, toma posse em 22 / 10 1.933 o padre José Zimmermann. Em relato do padre, livros de registros de batismo foram queimados por estarem comidos pelo cupim.
Em 24 / 09 / 1.937 acontece o primeiro centenário da inauguração da matriz de Jaicós com incalculável multidão. Na procissão de encerramento, o padre Zimmermann estimou em dez mil o número de participantes. Fatos que aconteceram durante a permanência do padre Zimmermann:
Compra de um sobrado para casa paroquial;
Inauguração de um relógio público e um sino grande na segunda torre recém – construída;
Confecção de um cartão com a imagem de Nossa Senhora das Mercês, apresentando no verso a foto do padre com os dizeres “lembrança do 1º centenário da matriz de Jaicós – 1.837 – 1.937”.
Conta-se que confeccionaram uma moeda de metal com a esfinge da matriz.
O padre José Zimmermann saiu preso de Jaicós, por motivos políticos internacionais.Acusado de ter transmissora secreta no tempo da segunda guerra mundial.

Entre os anos de 1.937 e 1.938 acontece na serra dos Dois Irmãos entre os municípios de Casa Nova na Bahia e São Raimundo Nonato no Piauí, a Guerra do Pau de Colher.


O PADRE JOSÉ FRANCO

Em 01 / 01 / 1.938, o padre José Franco é nomeado pároco da matriz de Nossa Senhora das Mercês de Jaicós.
Em 01 de setembro de 1.939 a Alemanha invade a Polônia. Tem início a II guerra mundial que terminaria em 07 de setembro de 1.945.


O PADRE JOAQUIM SABINO

Em 06 / 11 / 1.942, o padre Joaquim Sabino Dantas é o pároco de Jaicós. O padre saiu de Jaicós através de denúncias.
Em 16 / 12 / 1.944 foi criada a Diocese de Nossa Senhora da Vitória de Oeiras, com instalação em 07 / 10 / 1.945.


O PADRE EVALDO BETTE

Em 06 / 03 / 1.945, coadjuvado pelo padre Evaldo Bette, assume a Paróquia de Jaicós o padre Francisco Filho.
Fatos marcantes:
Manoel Eduardo de Sousa, da Força Expedicionária Brasileira morre na guerra.
Sentença declaratória de nulidade do casamento do sargento José Veríssimo da Costa, nascido em Jaicós, com Antônia Ferreira Peixoto, nascida em Picos.
O clima político, de acordo com o vigário Evaldo Bette, era denso e perigoso. Pela primeira vez se fala em comícios na cidade. Propaganda exagerada.
Alberto Bessa Luz é eleito prefeito de Jaicós.
Em 04 de outubro de 1.945, foi inaugurada a capelinha do Bom Jesus no Morro dos Três Irmãos. A via – sacra com 14 cruzes de madeira medindo 3m x 2m. De acordo com o padre Evaldo Bette, o morro dos três irmãos é um ponto de romarias e veneração de avultado número de fiéis em todo o tempo.
De acordo com senhor Camilo Lélis a primeira festa dos morros com missa se deu com o padre Miguel em 1.918. “Eu me lembro como se fosse hoje, Eu era rapazinho de 13 anos e fui de burro com o meu pai.” Já o senhor Francisco Crisanto afirma que foi batizado na primeira festa dos morros em 1.919.
Por complicações políticas, o padre é afastado da paróquia.

O PADRE MADEIRA

Em 03 / 07 / 1.946 José Inácio Madeira Assume a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês de Jaicós.


O PADRE DAVID

01 / 12 / 1.946 sagra-se padre, David Ângelo Leal, aos 24 anos de idade.Aos 25 de dezembro, celebra a primeira missa na igreja matriz de Nossa Senhora das Mercês.Através da provisão de 27 / 01 / 1.948, passa a ser vigário cooperador da paróquia de Jaicós.Não é compreendido na terra, pouco podendo fazer.De acordo com David: “A cidade de Jaicós tem um defeito: pagar com a moeda da ingratidão, aos seus vigários. Qual o vigário que saiu de Jaicós em paz, sem o travo da tristeza no coração? Nenhum!”
No dia 19 de janeiro de 1.947 acontecem às eleições para Governador, Senador e Deputado Estadual.O município de Jaicós elege como representante na Câmara dos Deputados para o quadriênio 1.947 – 1.951 o jovem Humberto Reis da Silveira, que se reelegeria nos quadriênios: 1.959 – 1.963; 1.967 – 1.971; 1.971 – 1.975; 1.975 – 1.979; 1.979 – 1.983; 1.983 – 1.987; 1.987 – 1.991; 1.991 – 1.995 e 1.995 a 1.999.

O PADRE ÁGIO

Em 17 / 12 / 1.950 toma posse na Freguesia de Nossa Senhora das Mercês de Jaicós, o padre Ágio Augusto Moreira, como vigário ecônomo.
No quadriênio 1.951 – 1.955, o município de Jaicós foi representado na Assembléia Legislativa pelo Sr. Alberto Bessa Luz, que ainda seria reeleito nos dois pleitos políticos seguintes (1.955 – 1.959 e 1.959 – 1.963) e viria a assumir uma Secretaria com status de Ministério em Brasília, sendo cassado pelo Regime Militar. Segundo o Professor José Rafael, Alberto Luz foi o único jaicoense perseguido pelo Regime Militar.


O PADRE MARIANO

Em 03 de fevereiro de 1.952 toma posse na Paróquia de Nossa Senhora das Mercês, o padre Mariano da Silva Neto, cuja comitiva contava com o padre David Ângelo Leal, vigário cooperador das Paróquias de Pio IX e Picos, do deputado estadual Alberto de Moura Monteiro, dos senhores Manuel Silva, irmão do empossado, Eliseu Pereira dos Santos e José Licínio dos Santos conterrâneos de Jenipapeiro (Francisco Santos). A comitiva foi recepcionada pelas autoridades da cidade, entre eles: Júlio Antão de Alencar (Prefeito Municipal); José Ramos Dias (Vice – Prefeito); José Marques da Fonseca (juiz); Humberto Silveira (acadêmico de direito); Nicolau Jubilino de Sousa (Presidente da Câmara Municipal).
Aos 03 dias do mês de março de 1.953, realizaram-se nesta cidade exames de admissão à primeira série ginasial. Inscreveram-se para o exame 28 alunos (Ginásio Padre Marcos).A direção do estabelecimento foi confiada ao padre Mariano da Silva Neto sendo secretariado por Maria Adelite de Carvalho
Aos 23 de outubro de 1.953 a imagem peregrina mundial de Nossa Senhora de Fátima visitou a cidade de Jaicós, vinda de Picos, às 10 horas da manhã.”Multidão numerosa qual talvez, Jaicós jamais contemplara”.
Em 1.953, esteve em Jaicós o Ministro da Pasta da Viação e Obras Públicas José Américo de Almeida; que autorizou a construção da rodovia Jaicós – Picos.
Em 1.953 foi construída a sacristia (constante de três compartimentos).
Em 22 de julho de 1.954, pela Lei 1.046, foi criado o município de Simões, cuja instalação se deu a 18 de dezembro de 1.954.
Construção do patronato Nossa Senhora das Mercês no ano de 1957.
Aos 02 de julho de 1.957, o padre Hosaná Siqueira assassina Francisco Expedito Lopes (Dom Expedito Lopes), bispo de Garanhuns, antigo bispo da Diocese de Oeiras.
No mês de março de 1.960, ocorreram chuvas torrenciais e inundações de proporções inauditas.O lugar mais duramente atingido foi o povoado de Patos.De suas 120 construções, só 02 ficaram incólumes. 97 foram completamente destruídas.
No dia 20 de março de 1.960 o ginásio Padre Marcos celebrou a inauguração de sua sede própria.
Em 02 de janeiro de 1.964, pela Lei 2.566, foi criado o município de Padre Marcos, com instalação em 17/01/1964.
Em 31 de março de 1.964, instala-se no Brasil o Regime Militar, a chamada Revolução de 64, que teria duração de 21 anos.
Em 1.964, a festa dos morros foi iluminada pela primeira vez a eletricidade.
De 1.964 a 1.970, nenhum registro foi feito dos acontecimentos na Paróquia, no livro de Tombo. Período coincidente com a época mais dura do regime de exceção que se instalara no País a partir de 31 de março de 1.964.


O PADRE ROCHA

Aos 11 de agosto de 1.971 foi nomeado vigário substituto de Jaicós, Francisco da Silva Rocha.
A 21 de setembro de 1.975 foi instalada oficialmente a nova Diocese de Picos, sendo o seu primeiro bispo, Dom Augusto Alves da Rocha.Constituída pelos municípios: Picos, Itainópolis, Bocaina, São José do Piauí, Santo Antônio de Lisboa, Jaicós, Simões, Padre Marcos, Fronteiras, São Julião, Paulistana, Pio IX, Monsenhor Hipólito e Francisco Santos.
Em Janeiro de 1.977, o vigário da Paróquia, Francisco da Silva Rocha, ao retornar de férias encontrou muita agitação na cidade em torno de campanha de sementes, uma ação da Diocese em favor do povo atingido pelas secas.Houve dissabores, o vigário “aceitou”” ausentar-se da Paróquia. Em agosto Ele retorna e apresenta requerimento renunciando em definitivo ao cargo de vigário.

O PADRE GALCA

O padre Michael Gálca foi nomeado vigário cooperador de Jaicós, com provisão datada de 03 de agosto de 1.977


O PADRE ANDRÉ

Aos cinco dias do mês de fevereiro de 1.978 toma posse no cargo de vigário da Paróquia de Jaicós, o padre André Fillipe com a seguinte equipe: irmã Maria Cattelan, Zenaida Oliveira Vieira, Teresinha Zolet e Ana Lori Junges.
Atendendo solicitação de Dom Augusto, se decidiu de não fazer mais o festejo do morro dos três irmãos, mas de não avisar logo. Razões: festejo para comércio, os sacramentos do batismo e casamento devem ser administrados na comunidade.


O PADRE CÂNDIDO

A primeiro de abril de 1.979, foi empossado no cargo de vigário ecônomo da Paróquia de Jaicós, o padre Cândido Poli, missionário comboniano , coadjuvado pelo padre Ermínio Pegorari.
O padre Cândido proibiu barracas e Comícios na praça da paróquia por ocasião dos festejos.
Colocou à venda 50 hectares de terra pertencentes à paróquia, localizados no morro dos três irmãos e o terreno e prédio vizinho à casa paroquial.
Restaurou a imagem de Nossa Senhora das Mercês (doada por Dona Ana) e do altar – mor, em setembro de 1.979.
Em julho de 1.980, o Papa João Paulo II visita Teresina.
A 13 de novembro de 1.980, o Presidente da República, General João Baptista de Oliveira Figueiredo veio à cidade de Jaicós, visita campo experimental da EMBRAPA na fazenda Monte Alegre e autoriza a construção do açude tiririca.
Nos festejos de 1.982, devido a divergências quanto à colocação de barracas nas ruas vizinhas à matriz, o padre e o bispo celebraram no patronato, enquanto populares, não só anunciaram o festejo no sistema de som da igreja como fizeram a celebração.
A festa foi acompanhada de comício.
Após o comício, fez-se procissão contra o padre e o bispo.
De acordo com o padre Cândido, às vésperas e no dia da festa, um cidadão de boa idade e pai de família, abriu a igreja com chave falsa e se pôs na cadeira do vigário, convidando a dar esmolas que seriam depositadas em banco, em nome da paróquia.Enquanto ao seu lado um jovem contava o dinheiro que ia chegando.
O bispo Dom Augusto interditou a paróquia de Jaicós até o dia 31 de dezembro de 1.982.
Fez-se abaixo assinado para a retirada do padre.
Em 1.987 a igreja matriz completa 150 anos.
11/06/1989 celebração dos 40 anos de ordenação sacerdotal do pároco.

O PADRE JOSÉ WILSON

09 / 02 /1.991 entrega da Paróquia ao padre José Wilson Gonçalves da Silva.
10 / 02 / 1.991 missa de despedida do padre Cândido Poli.
Na sexta feira santa, a procissão do Senhor Morto aconteceu dentro da igreja, devido à chuva.

O PADRE ANTÔNIO NETO

10 / 02 / 1.991 – Assume cumulativamente a Paróquia de Nossa Senhora dos Humildes, de Paulistana e de Nossa Senhora das Mercês, o pároco Antônio Mendes Neto.

07 / 03 / 1.992 – Doação de 10 ventiladores e um milhão de Cruzeiros pelo Dr. Luís Leal. Razão: graça alcançada através de promessa a Nossa Senhora das Mercês.


O PADRE JOSÉ WILSON

20 / 04 / 1.991 – José Wilson Gonçalves da Silva é nomeado para o cargo de vigário da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês.
Em 29 / 04 / 1.992, pela Lei 4.477, foi criado o município de Patos do Piauí, cuja instalação se deu a 01/01/1993.


O PADRE AGOSTINHO SANGALLI

23 / 09 / 1.992 – é nomeado para o cargo de vigário de Jaicós o padre Agostinho Sangalli.


O PADRE HERMETO MENGARDA

30 / 01 / 1993 Passa a residir em Jaicós, o padre Hermeto Mengarda. Neste ano aconteceu a maior seca do século XX.
31 / 01 / 1993 – Fechamento da Casa das Irmãs.
Pela Lei nº. 660/93, de 23 de outubro de 1.993 foi estabelecido feriado o dia 24 de setembro. Dia este destinado aos festejos de Nossa Senhora das Mercês. A mesma lei, de autoria do vereador Francisco Martins de Oliveira, estabelece limites para a área comercial em torno da igreja matriz.
01 / 01 / 1.994 – Missa de despedida de padre Hermeto.
Em 26 de janeiro de 1.994, pela Lei 4.680, foi criado o município de Campo Grande do Piauí, cuja instalação se deu a 01/01/1997.

O PADRE DAVID DE SOUSA

01 / 07 / 1.995 – David de Sousa Barros é nomeado vigário paroquial da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês.


O PADRE GREGÓRIO

09 / 07 / 1.995 Posse do padre Gregório Leal Lustosa na Paróquia de Nossa senhora das Mercês.
12/07/1995 – Entrega da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês pelo padre Pedro Flores ao Padre Gregório.
Em 27 de dezembro de 1.995, pela Lei 4.810, foi criado o município de Massapê do Piauí, com instalação em 01/01/1997.


O PADRE FRANCISCO (Padre Chiquinho)

25/04/1997 É nomeado pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês o padre Francisco Pereira Borges.
18/05/1997 – Festa jubilar dos 50 anos de vida política do deputado estadual Humberto Reis da Silveira. Sendo instalada no patronato de Nossa Senhora das Mercês, a Assembléia Legislativa do Estado do Piauí.
21/06/1997 – Posse do padre Francisco Pereira Borges.
1.999 – Ano tido como o fim dos tempos. Pois, de acordo com os antigos, “ dois mil não completará “.
10/2001 – Foi trazida de Juazeiro do Norte a imagem pequena de São Judas Tadeu pelo padre Francisco Pereira Borges. São realizadas as primeiras celebrações para construção da capela.
O terreno para construção da igreja de São Judas Tadeu e a imagem grande do Santo foram doados pela senhora Jacira Neiva Luz e família.
Em 02/04/2005, às 16:37 hr, morre o Papa João Paulo II, o mais popular de todos os Papas, aos 84 anos de idade, no palácio apostólico. Findava, assim, o terceiro maior pontificado da história da igreja católica.


Jaicós, 10 de julho de 2005
José do Carmo Oliveira


BIBLIOGRAFIA

01 – Abimael Clementino Ferreira de Carvalho – Família Coelho Rodrigues Passado e Presente.
02 – Padre Cláudio Melo – Fé e Civilização
03 – Livros Tombo da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês – 1.855 a 2.005
04 – Revista Nº 5 TCE – Pi – Janeiro – 1.997
05 – www.alepi.pi.gov.br
06 – www.citybrazil.com.br
07 – www.jaicos.com
08 – www.paraiwa.org.br
09 – www.portfolium.com.br
10 – www.rapix.com.br



Algumas Religiões

  • CATOLICISMO

      O Catolicismo teve início com os Jesuítas no momento em que foi construída, em 05 de março de 1723, pelo Padre Tomé de Carvalho, a primeira Capela de Nossa Senhora das Mercês. Este foi também o primeiro Padre a catequizar os primeiros índios, ICÓS.
      Pelos anos de 1791/92, já era apropriado o termo Missão para a comunidade de Jaicós, pois praticamente ali já não havia mais índios. Os habitantes então passaram a insistir freqüentemente na criação da Freguesia. A autorização foi dada pela Coroa Portuguesa em 1801, sendo o Decreto religioso lavrado apenas em 1805, mas a Freguesia foi instalada somente em 1806, tendo como primeiro Pároco o Padre Antônio Delfino da Cunha.
      Em substituição à capelinha edificada pelos Jesuítas, foi erguida, pelo Padre Marcos de Araújo Costa, a atual Igreja Matriz de Nossa Senhora das Mercês. Sua edificação teve começo em 1833 e foi concluída em 1839, sendo uma das melhores da Província.
      Em 1914/15, a Matriz passou por reformas, pelo então vigário, político e grande sacerdote, Cônego Miguel dos Reis Mello, para a edificação de uma segunda torre e corredores do lado esquerdo, ampliando, assim, as instalações e contribuindo para melhorar a estética até hoje mantida.
      A cúpula da Nova Torre, idealizada pelo Cônego Miguel dos Reis Mello, só foi concluída anos mais tarde, pelo novo Vigário Padre José Zimmerman, para as comemorações do primeiro Centenário da Igreja Matriz, no dia 24 de setembro de 1937.
      A primitiva imagem, trazida pelos Jesuítas, esculpida em madeira, com cerca de 43cm de altura, ainda existe, bem guardada e em perfeito estado de conservação. Calculando-se em mais de 200 anos a sua idade.
      A imagem atualmente venerada, também esculpida em madeira foi doada, em fins do século passado, por uma Senhora chamada Ana, esposa de fazendeiro, em virtude de uma promessa para alcançar a graça de ter um filho. Obtida a graça, dirigiu-se com seus escravos a Salvador da Bahia, dali trazendo a imagem nos ombros dos mesmos escravos, em viagem longa e penosa e adquirindo a adesão de muitos habitantes do percurso em toda a caminhada. Chegando a Jaicós conduzindo a imagem, entronizaram-na definitivamente em seu nicho, no altar-mor, onde se encontra até hoje.
      A imagem foi restaurada em setembro de 1979, pelo então Vigário Padre Cândido Poli, readquirindo o seu antigo brilho e beleza, constituindo uma das mais belas esculturas clássicas espalhadas pelo Nordeste.
      Todos os anos, a 24 de setembro, celebra-se com muita solenidade e fervor a festa de N. S. das Mercês, incluída no Calendário de Festas Tradicionais do Estado do Piauí. Cada vez é maior o número de pessoas que acorrem de diversos estados do Brasil para pagarem promessas ou pedirem novos favores à Padroeira de Jaicós, a quem atribuem extraordinárias graças. E não são apenas jaicoenses que vivem em outras terras, mas, filhos de outros estados distantes, inclusive do Rio de Janeiro e São Paulo, incluem-se entre os devotos de N. S. das Mercês, e têm feito questão de participar de sua festa. Além do cunho religioso das celebrações, observa-se um clima de verdadeira confraternização e muita ordem.

  • EVANGÉLICOS

      A primeira Igreja Evangélica de Jaicós, foi a Assembléia de Deus e foi fundada na primeira metade da década de 70, cujo pastor era Raimundo Batista. Na época de implantação da Igreja não havia fiéis, algumas pessoas se congregavam em casa, o número de pessoas era 4. Atualmente a Igreja conta com aproximadamente 500 fiéis e o Pastor atual é Luís Vieira.
      Dentre outras Igrejas Evangélicas, podemos destacar a Igreja Evangélica Pentecostal Brasil para Cristo, que foi a segunda Igreja introduzida no Município, fundada no dia 05 de abril de 1976, cujo pastor era Rafael João da Silva. Atualmente conta com aproximadamente 800 membros e o pastor atual é José Francisco. A Igreja comemora algumas festas: Festa da Fundação, Círculo de Oração, Festa de Mocidade e a Festa da UFEBRAC (União Feminina Brasil para Cristo). Recentemente aconteceu uma grande perda, a do Pastor João Vasconcelos, o mais ilustre membro.
      Jaicós, ainda conta com algumas outras Igrejas Evangélicas: Uma é a Cristã no Brasil, uma Batista, uma Universal do Reino de Deus, duas Assembléias de Deus Madureira e uma Igreja de Cristo.

  • UMBANDISMO

      Jaicós conta com alguns Centros. O primeiro centro foi o Salão Centro Espírita Santo Antônio, fundado no ano de 1.974 pelo Senhor Aristeu José de Sousa. O salão contava com aproximadamente 60 membros. A diretoria era composta por o primeiro diretor, um presidente, um secretário, um tesoureiro e alguns fiscais. Atualmente, o Centro encontra-se desativado, por motivo de saúde do proprietário (mestre), mas a parte burocrática ainda permanece regularizada, podendo ser reativado.
      Merecendo destaque a Tenda Espírita Sentinela do Além, cujo Babalorixá é o Senhor Fernando Pereira Brito, vulgo Fernando Macumbeiro, que tem diploma filiado a FEUCABEPI com sede em Teresina. O Centro foi fundado em 25 de dezembro de 1980 e ainda continua em funcionamento até a atualidade. O Centro tem como objetivo analisar o espírito com a nossa linguagem, porque para muitos ele não é nada, para outros, ele é tudo.
      Os espíritos são seres inteligentes da criação de Deus, que povoa o Universo e nos traz claros conselhos de vida.
      Os espíritos tiveram princípio desde a criação do Universo.
      Os outros Centros Espíritas se destacam nas periferias da Cidade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fotos Antigas [Parte 2]

IGREJA DE JAICÓS NO SEU CENTENÁRIO. 1937

IGREJA DE JAICÓS EM 1915.

JAICÓS EM 1978, LADEIRA QUE DAR ACESSO AO B. SERRANOPOLIS

CAMARA DE VEREADORES ANOS 60. OBS. A ENERGIA ERA A MOTOR, AQUI FUNCIONAVA A USINA PARA GERAÇÃO DE ENERGIA NA CIDADE.

BANDA DE MÚSICA DE JAICÓS, MAESTRO JAIME LELES.

BANDA DE JAICÓS, JÁ COM CAMILO LELES.

UM DESFILE DE 7 DE SETEMBRO, JAICÓS, FINAL DOS ANOS 70

UM FESTEJA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS NO ANO DE 1972, OBS, VEJA A FRENTE O ANTIGO CRUZEIRO

Crédito Pelas Fotos: Ivo Farias

Passeio Pelas Ruas [Parte 1]












Crédito Pelas Fotos: Ivo Farias

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Jovita Feitosa


JOVITA ALVES FEITOSA, nascida em TAUÁ, em março de 1.848, filha de Maximiano Bispo de Oliveira e de Maria Alves Feitosa, se destacou pela bravura e destemor, preparando a luta contra o Paraguai.
Nesse tempo, com apenas dezesseis anos, órfã de mãe, residia com um tio em Jaicós, no Piauí, e participava vivamente do clamor criado com o patriótico movimento contra o invasor Francisco Solano Lopez, apossando-se do forte de Coimbra no ano de 1.864, à margem do Rio Paraguai, facilmente conseguido por causa da precária situação em que se encontravam os brasileiros.
A expedição paraguaia avançava pelo sul de Mato Grosso, encaminhando-se para a colônia militar de Dourados. Vitoriosos, seguiram para a colônia de Miranda, depois Nioaque, encontrando poucos brasileiros e mal armados.
Pretendiam assim chegar até Corumbá, já tendo conseguido a interrupção das comunicações entre a capital da província e o Rio de Janeiro.

Por pouco tempo o sul de Mato Grosso tornou-se território paraguaio. López pretendia formar outra frente de guerra, atravessando a Argentina para atacar o Rio Grande do sul. O Presidente da nação vizinha negou a passagem das tropas por terras argentinas, o que ocasionou uma declaração de guerra, em março de 1.865, com a invasão pelos paraguaios da província de Corrientes.
No Rio de janeiro as noticias das invasões causaram revolta, e o Imperador Pedro II estimulou o patriotismo entre os homens, com a frase: “ O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER. “.

JOVITA mobilizou a cidade e o campo para que fossem lutar pela pátria. Misturava-se com os soldados, desprezando todos os preconceitos da época. Atendendo ao apelo do Imperador, as mães ofereciam os filhos para a luta, as damas doavam suas jóias, e JOVITA, como nada tinha a oferecer, arquitetou um plano: cortando os cabelos e usando um chapéu de couro, assim se disfarçou em soldado, indo-se apresentar em Teresina, onde se agrupavam os Voluntários da Pátria. E tinha apenas dezessete anos.

O plano foi descoberto. As formas femininas a denunciaram e mulheres curiosas descobriram que as orelhas eram furadas. Mesmo assim, foi aceita pelo exemplo de tão admirável lição de patriotismo, com a obrigação de usar um saiote sobre a farda.
Mulher valente, audaciosa, teve seu gesto admirado em todo o país. Exercendo função militar, esteve em São Luis, Paraíba e Recife, causando entusiasmo em todos. Era aplaudida, presenteada, cantada em versos e hinos. A nossa heroína estava então preparada para a viagem ao Rio de janeiro, em companhia de quatrocentos e sessenta soldados.
Um mês após a partida, chegava à capital brasileira sendo entusiasticamente ovacionada pela multidão que esperava curiosa a Companhia dos Voluntários, tendo entre eles a figura de uma mulher.
Os jornais noticiaram com destaque o fato; o povo aclamava-a com entusiasmo pó onde ela passava e assim a admirável JOVITA viveu os mais intensos momentos de glória.
Passados alguns meses, o Ministro da Guerra, Visconde de Cairú, põe por terra a aspiração da jovem, negando-lhe permissão para a frente de combate. Dava-lhe apenas o direito de agregar-se ao Corpo de Mulheres que irÍa prestar serviços compatíveis com a natureza feminina, na guerra contra os vizinhos paraguaios.

Resolveu permanecer no Rio de Janeiro, decepcionada com o acontecido e fortemente amargurada, sentindo se desfazerem os seus sonhos de jovem patriota e de mulher guerreira que ela era.
Faleceu em outubro de 1.867, aos dezenove anos, longe de sua terra e de sua família, merecedora de grandes elogios pelo valor moral de que era possuidora.
Ficou o seu exemplo digno da admiração de todos os brasileiros.

Álvaro dos Santos Pacheco

Álvaro dos Santos Pacheco
Nascimento: 26/11/1933
Natural de: Jaicós - PI

Filiação: Benedito Pacheco
e Ana Santos Pacheco


é um empresário, jornalista e político brasileiro.

Exerceu em duas oportunidades o mandato de senador pelo estado do Piauí na qualidade de primeiro suplente de Hugo Napoleão.


Biografia

Filho de Benedito Pacheco e Ana Santos Pacheco, mudou-se de Teresina para o Rio de Janeiro logo após concluir o equivalente ao atual Ensino Médio e na capital fluminense ingressou no serviço público federal em 1951 junto ao antigo Ministério da Educação e Saúde e sete anos mais tarde bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro passando a atuar como advogado. Como oficial da reserva do Exército Brasileiro serviu na cidade de Vitória nos anos imediatamente anteriores à sua graduação.

Jornalista, trabalhou em órgãos como O Jornal, Manchete e Jornal do Brasil, de onde saiu para fundar a Editora Artenova dedicando-se também a tarefas de cunho editorial e gráfico sendo o responsável pelo lançamento de escritores como João Ubaldo Ribeiro e pela publicação de obras de Carl Jung, Sigmund Freud, Jean Piaget, dentre outros. Em 1975 fundou a Artenova Filmes e a Ariel Cinematográfica (esta sediada em Roma) com o propósito de produzir e distribuir filmes brasileiros e estrangeiros agindo também como produtor do filme “O Caso Cláudia” dirigido por Miguel Borges.

Escritor desde os quinze anos de idade é membro, dentre outras confrarias, da Academia Piauiense de Letras e da União Brasileira de Escritores. Assessor especial da Presidência da República durante o primeiro ano do governo Sarney, filiou-se ao PFL e, em 1986, foi eleito primeiro suplente do senador Hugo Napoleão, exercendo o mandato nas ocasiões em que o titular foi ministro da Educação (1987/1989) do presidente José Sarney, e ministro das Comunicações (1992/1993) do governo Itamar Franco. Reeleito Hugo Napoleão em 1994, a primeira suplência passou a ser ocupada pelo médico Benício Sampaio.

Histórico Acadêmico
Direito Univ. Federal RJ

Profissões
Jornalista
Empresário

Mandatos
Senador - 1987 a 1989
Senador - 1992 a 1995

Trabalhos Publicados
- Livros de Poesia: \'Os Instantes e os Gestos\', \'Pastos da Solidão\'; \'Margem do Rio Mundo\';
- \'O Sonho dos Cavalos Selvagens\';
- \'A Força Humana\'; \'A Matéria do Sonho\';
- \'O Homem de Pedra\';
- \'Tempo Integral\';
- \'Itinerários\'; \'Seleção de Poemas\';
- \'A Balada do Nadador no Infinito\'.
- Tem Poemas Traduzidos em Inglês e Italiano.
- Prêmio Nacional de Literatura do PEN Clube do Brasil em 1985, e \'Geometria dos Ventos\' (1992).



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